sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Defensores do Pantanal temem que nova lei fragilize proteção ambiental

Em razão da dependência do Pantanal com os rios em seu entorno, estudiosos temem que a agricultura e o desmatamento avancem ainda mais nas nascentes da região


O Pantanal, patrimônio ambiental brasileiro, reconhecido pela ONU como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, passa por um momento chave para seu futuro.
Avança no Congresso o Projeto de Lei 750, também conhecido como "Lei do Pantanal", que tramita desde 2011. Trata-se de uma norma para apoiar a preservação do bioma e que deveria ter sido criada desde 1988, mas que nunca saiu do papel.
O Pantanal é uma planície inundável localizada na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai (BAP) e possui território em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso - além de Paraguai e Bolívia. As águas das partes altas da região descem para a planície, formando assim a maior área úmida continental do planeta.
Para acadêmicos e ambientalistas, o texto em discussão, caso aprovado como está hoje, ao invés de aumentar a preservação pode agravar a destruição da região, por flexibilizar as regras para o avanço do desmatamento e não criará método de controle eficaz. Dessa forma, aquela que seria a última grande chance de criar uma norma efetiva para proteger a área pode se tornar mais um fator de degradação.


O projeto determina que os Estados e os municípios definam parâmetros sobre os itens que constam no texto mediante um mecanismo que não existe em nenhum dos Estados que formam o Pantanal, o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE). No caso de não haver ZEE, a liberação para transformação da área fica condicionada a "estudos" que comprovem que a atividade é viável.
A medida preocupa especialistas, que temem que a falta de determinação expressa na legislação traga fragilidade à proteção do lugar e favoreça a degradação do bioma. Pesquisadores defendem regras mais específicas na Lei do Pantanal.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Brasileiro vence concurso com imagem de tamanduá e cupins bioluminescentes

Categoria 'Animais em seus ambientes' do 'Wildlife Photographer of the Year'

O fotógrafo brasileiro Marcio Cabral foi um dos vencedores da edição 2017 do “Wildlife Photographer of the Year”, um dos principais concursos internacionais de fotografia de natureza, com a foto de um tamanduá-bandeira devorando cupins bioluminescentes durante a noite no Parque Nacional das Emas (GO). O anúncio ocorreu na noite da terça-feira, dia 18, no Museu de História Natural de Londres, organizador da competição.
O registro foi batizado de “The Night Raider”. A categoria em que ele venceu foi “Animais em seus ambientes”.
De acordo com a descrição da imagem divulgada pelo site do concurso, Cabral passou três anos visitando o parque à espera das condições adequadas para fazer a foto. Depois de dias de chuva, um tamanduá atacou o cupinzeiro por tempo suficiente para que o fotógrafo fizesse uma única imagem de longa exposição.
Cabral, que é formado em geografia, começou a fotografar profissionalmente há 20 anos. O trabalho dele já foi publicado em várias revistas de turismo e livros. Ele também realiza workshops e organiza expedições fotográficas no Brasil e em países vizinhos.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Capivaras mortas são encontradas na represa de Itupararanga

Também foram encontrados Urubus mortos, suspeita-se que eles comeram os restos das capivaras


O setor de Zoonoses de Ibiúna (SP) esteve no local para retirar os animais, que devem ser encaminhados a um laboratório na capital para análise. A causa das mortes ainda é desconhecida.
De acordo com a polícia Ambiental, o caso foi denunciado por moradores da região. A presença de animais mortos às margens da represa em Piedade (SP) e até dentro da água atraiu a presença de dezenas de urubus.
Além das capivaras, em outra parte da represa foram encontrados urubus mortos. A suspeita é de que as aves tenham morrido após comer a carne dos roedores.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Acidente radiológico com o césio-137 completa 30 anos

Vítimas, com sequelas, sofrem com o descaso e o abandono até hoje
O acidente aconteceu após dois catadores de materiais recicláveis encontrarem um aparelho de radioterapia abandonado em uma antiga clínica de radiologia. Eles começaram a desmontar o equipamento em casa e, na sequência, o venderam a um ferro-velho, onde foi feita a descoberta do pó que brilhava à noite. Oficialmente, quatro pessoas morreram vítimas do pó azul radioativo, entre elas a menina Leide das Neves, de 6 anos, e outras 249 tiveram algum tipo de contaminação.

Nível de Contaminação
Chefe da divisão de rejeitos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e físico que identificou o acidente, Walter Mendes Ferreira, 64 anos, explica que o nível de radiação era tão alto em alguns pontos que não havia instrumentos na capital que pudessem mensurá-lo.
“As taxas eram extremamente elevadas, inadequadas para o convívio de qualquer ser humano, por isso foi evacuada toda a região”, avalia Ferreira.
De acordo com o físico, o tipo do solo da região é arenoargiloso e tem a característica de reter sal. Para ele, isto colaborou para que o césio não se espalhasse e ficasse em uma camada de 50 a 70 centímetros de profundidade.
“Após 50, 70 centímetros, não se encontrava nenhuma partícula de césio. Então, foi retirada a terra nesta faixa e, para que tivesse segurança, colocou concreto”, relatou.

A trágica história do acidente
O acidente começou no dia 13 de setembro de 1987, quando os catadores de recicláveis Wagner Mota Pereira e Roberto Santos encontraram o aparelho de radioterapia abandonado na sede do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), que estava desativado. Eles levaram a peça de chumbo e metal, para a casa do Roberto, localizada na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde começaram a desmontá-la.
No dia 18 daquele mês, eles venderam o equipamento a Devair Ferreira, que tinha um ferro velho na Rua 26-A, no Setor Aeroporto, e o desmanchou totalmente com golpes de marreta. Seis dias depois, Ivo Ferreira, irmão de Devair, foi visitá-lo e viu a pedra que brilhava durante a noite. Ele levou fragmentos para casa dele, localizada na Rua 6, no Setor Norte Ferroviário.

Durante esse período, Devair também cedeu fragmentos a Ernesto Fabiano, que os levou para sua casa, na Rua 17-A, no Setor Aeroporto. O material ficou retido na fossa e, por isso, nos estudos, o local ficou conhecido como “Casa da fossa”. Por sua vez, ele deu parte do césio ao irmão, Edson Fabiano, que levou o “presente” para a residência dele, localizada na Rua 15-A, no mesmo bairro.
Devair vendeu no dia 26 uma carga de recicláveis a Joaquim Borges, dono de outro depósito, na Rua P-19, no Setor dos Funcionários. Na ocasião, a mulher dele, Maria Gabriela jogou o aparelho em meio ao carregamento.
Ao notar que todos que tiveram contato com o material estavam se sentindo mal, no dia 28, a esposa de Devair foi, juntamente com o funcionário Geraldo Guilherme, ao ferro velho da P-19 para pegar a peça de volta e levá-la para a sede da Vigilância Sanitária Estadual, na Rua 16-A, no Setor Aeroporto, onde se descobriu do que se tratava e atualmente sedia o Centro de Atendimento aos Radio Acidentados (Cara).
Foi constatada a contaminação pelo césio-137 em 249 pessoas. Neste grupo, 129 tinham rastros da substância interna e externa ao organismo. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) calculou ainda que 49 pessoas foram hospitalizadas, sendo que 20 necessitaram de cuidados médicos intensivos.
Quatro pessoas morreram no período de quatro semanas. A primeira delas foi a menina Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, que morreu em 23 de outubro de 1987.

Heróis não reconhecidos
Após 30 anos, vítimas revisitaram locais ligados ao acidente radiológico com o césio-137 e relembraram os momentos traumáticos que viveram em setembro de 1987. Muitos carregam até hoje sequelas, tanto físicas quanto psicológicas, após terem contato direta ou indiretamente com o material. Ouvidos pelo G1 da Globo, eles relatam que sofreram vários tipos de humilhações, como serem agredidos ao andar na rua, expulsos de ônibus e até "lavados como uma Kombi" no processo de descontaminação.
Trabalhando inicialmente com roupas comuns, do dia a dia, achavam que desempenhariam uma tarefa rotineira.
Assim como outras dezenas de vítimas, funcionário do então Consorcio Rodoviário Intermunicipal S.A. (Crisa), que ficava na Avenida Portugal, no Setor Oeste, em Goiânia. Muitos foram mandados, inclusive sem o material de proteção adequado, em um primeiro momento, para os vários pontos por onde o material radioativo passou. Esses trabalhadores recolhiam todo o tipo de rejeito.
Confira na matéria do G1 da Globo o drama que essas pessoas ainda vivem, no descaso, no abandono.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Gisele Bündchen, a mãe natureza.


Nosso planeta passa por uma grande dificuldade, a humanidade. O ser humano evoluiu para se autodestruir, a indústria foi a arma que lançou o meio ambiente no caos.
Porém, a natureza sempre encontra um equilíbrio, a natureza evolui as espécies para retomar aquilo que sempre foi. Por isso nascem aqueles que lutam pelo ambiente e pela própria humanidade.
Humanos evoluídos pela natureza para equilibrar. Mas transformar o caos em equilíbrio leva tempo, gerações.
Em meio a essa luta nasceu um ser humano, mais expecífico, uma mulher. A fama transforma e expõe pessoas, muitos usam isso para benefício próprio, ou de interesse de poucos, mas essa mulher foi além.
A mais famosa modelo mundial Gisele Bündchen é essa mulher, humana. Que usa sua fama, sua imagem e acima de tudo sua atitude em prol do meio ambiente e da humanidade. Um espírito iluminado, evoluído que nasceu no meio do caos, para lutar pelo equilíbrio.
Gisele Bündchen, a mãe natureza.

"A Floresta Amazônica ajuda a manter o equilíbrio para que a vida possa continuar em nosso planeta. É nosso dever protegê-la. Nossa vida depende da saúde do nosso planeta."
#somosum
#todospelaamazonia

"VERGONHA!Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados"

"É nosso trabalho proteger nossa Mãe Terra. @MichelTemer, diga NÃO para reduzir a proteção na Amazônia!"

Não é só o Brasil que precisa se preocupar com a Amazônia, é o mundo todo, #TudoPelaAmazonia vamos ajudar @gisele


WWF apresenta 381 novas espécies de plantas e animais na Amazônia

216 novas espécies de plantas; 93 de peixes; 32 de anfíbios; 19 de répteis; uma ave; 18 mamíferos; e dois mamíferos fósseis.

"A Amazônia tem muitas lacunas de conhecimento. É uma área de difícil acesso em que muitas pessoas não conseguem chegar. Existem muitas espécies para serem descobertas ", diz Fernanda Paim, pesquisadora do Instituto Mamirauá, que fez o estudo em parceria com a WWF.

Relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) divulgado nesta quarta-feira, 30, em São Paulo apresenta um compilado de 381 novas espécies de plantas e de animais vertebrados da floresta Amazônica. Os dados foram coletados entre os anos de 2014 e 2015 em bases de dados de revistas científicas.
Pássaro Tolmomyias sucunduri
Foram catalogadas: 216 novas espécies de plantas; 93 de peixes; 32 de anfíbios; 19 de répteis; uma ave; 18 mamíferos; e dois mamíferos fósseis. Os números indicam que por volta de uma nova espécie de ser vivo foi descoberta na Amazônia a cada dois dias. Algumas das espécies estão listadas abaixo.
(Fotos: WWF)

Plantas
☙ lanta Guatteria amapaenses - descoberta no Amapá na rodovia ‘Perimetral Norte’. Sem coordenadas.
☙ Planta Heteropsis reticulata - descoberta no Acre, no município de Cruzeiro do Sul.
☙ Solanum arenicola - É uma das quatro novas espécies da família Solanaceae descritas para a América do Sul. A espécie está relacionada ao grupo do tomate e batata.

Pássaro Hypocnemis rondoni
Pássaros
- Tolmomyias sucunduri - Pequenina ave que vive em pares, seu nome é originário do grego e significa “papa-moscas ousado do Sucunduri”. Sucunduri, no município de Apuí, Amazonas, Brasil, é a região onde foi encontrado.
- Hypocnemis rondoni - Pequena ave com cores bem distintas, o nome do cantador-de-rondon foi dado em homenagem ao antropólogo, explorador e indigenista brasileiro, Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.

peixe Potamotrygon limai
Peixes
- Laimosemion ubim - Foi encontrado na Amazônia Central na margem de um igarapé raso de terra firme e de água preta. Quando adulto, este peixe alcança cerca de 1,8 cm e exibe várias características reduzidas. Os machos apresentam um padrão único de coloração, com pontos vermelhos e azuis pálidos dispostos irregularmente no meio do flanco.
- Potamotrygon limai - Arraia de água doce, a limai foi encontrada no estado brasileiro de Rondônia, no rio Jamari, bacia do alto rio Madeira, até então era confundida com outra do mesmo gênero.
- Maratecoara gesmonei - Este peixe foi encontrado em uma poça temporária com cerca de 50 cm de profundidade em uma ilha fluvial no médio rio Xingu, estado do Pará, Brasil.

Macaco zogue-zogue-rabo-de-fogo
Mamíferos
- Inia araguaiaensis - Essa nova espécie de boto só foi descrita recentemente, em 2014, graças à análise de carcaças encontradas em um lago da bacia do rio Araguaia.
- Macaco zogue-zogue-rabo-de-fogo - Plecturocebus miltoni - Descoberto em dezembro de 2010, no noroeste do Mato Grosso, a publicação do artigo científico foi concluída em 2014. O nome "rabo de fogo" é inspirado na sua longa cauda avermelhada. Já a alcunha científica foi dada em homenagem ao cientista Milton Thiago de Mello, em reconhecimento a sua contribuição à primatologia.

Inia araguaiaensis novo mamífero aquático
Anfíbios
- Pristimantis jamescameroni - Perereca de cor laranja, foi encontrada na Venezuela.
- Pristimantis imthurni - "Reluzente como ouro esse sapo foi descoberto em 2014 na região dos tepuis venezuelanos.
- Tepuihyla obscura - Descrito em 2015 para a região do Pantepui, nos tepuis venezuelanos. Esta rã é de hábito noturno. Durante o dia é fácil encontrá-la nas bromélias.
- Microcaecilia marvaleewakeae - é uma nova espécie de cobra-cega descrita em 2013 no Brasil. Esta espécie foi nomeada em homenagem ao professor Marvalee H. Wake, do Departamento de Biologia Integrativa da Universidade da Califórnia, Berkeley.
- Scinax villasboasi - A espécie de perereca foi descrita em 2014 na Serra do Cachimbo, extremo leste da Floresta Amazônica, estado brasileiro do Pará, em um fragmento de área aberta em meio à floresta.

Pássaro Poiaeiro-de-Chico Mendes
Répteis
- Epictia vanwallachi - Nova espécie endêmica das florestas secas do Peru, descrita em 2015, na região de "La libertad".
- Plica kathleenae - Lagarto corredor de tronco de árvores. Seu nome foi uma homenagem a Kathleen Kelly, pesquisadora da Divisão de Anfíbios e Répteis do Field Museum of Natural History por seu interesse e esforço em nome da herpetologia.
- Anolis peruensis - No Peru, a um pouco mais de 2 km de distância do município de Esperanza, na província do Amazonas, foi localizada essa nova espécie de lagarto, descrita só em 2015.
- Stenocercus albolineatus - Esse lagarto, descoberto em 2015, foi localizado no estado brasileiro do Mato Grosso e ocorre numa área que tem um grande planalto de arenito.
- Rondonops xanthomystax - Espécie descoberta em 2015 na região do rio Abacaxis, no estado do Amazonas. Sua ocorrência se estende até o rio Tapajós, sudoeste do Pará, ambos no Brasil.
- Epictia antoniogarciai - Cobra descoberta em 2015 na província de Jaén, no Peru. Da família de cobras cegas Leptotyphlopidae, esses animais possuem olhos rudimentares e passam a maior parte do tempo enterradas no solo ou embaixo de pedras.
Fonte da Matéria: G1 da Globo.com